domingo, 21 de setembro de 2014

Espero que tenhas ido ter com ela. Espero que, depois de um par de horas no mesmo espaço que eu, não tenhas aguentado mais e tenhas ido ter com ela. Espero que a tenhas fodido a noite toda a tentar esquecer o que perdeste. Espero que a tenhas fodido até seres vencido pelo cansaço de estar irremediavelmente fodido. Não mereces nem uma lágrima das que ainda caem cinco meses depois de me teres estragado irreparavelmente. Vai morrer longe!

(morre dentro de mim.)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014


  • - l can't even tell if he actually cares about me anymore... .or if he's just pretending.
  • lf he's pretending, it means he cares.

domingo, 24 de agosto de 2014

Ausências.

Faz falta um abraço, um sorriso, um beijo. Faz falta um Domingo na tua cama a ver um filme qualquer projectado na parede. Faz falta adormecer nos teus braços enquanto vemos o filme. Faz falta arrancar com o carro e só parar noutra cidade. Faz falta ouvir a nossa música quando me ligavas. Faz falta amar-te e, mais falta faz, amares-me. Faz falta conseguir recomeçar, mas tu.. Não fazes falta.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

4:10

Quatro meses e dez dias. Nem mais um segundo, nem menos um olhar. Aqui estou eu no quarto escuro abraçada à barriga enquanto me afogo neste rio de nós. Já estive aqui, já deixei de estar (contigo), mas inevitavelmente volto aqui (para te lembrar). Num futuro fictício, ainda que absolutamente impossível nesta situação, o nosso fim teria justificação. Sim, nalgum plano cósmico (que eu desconheço) há uma razão para tudo o que aconteceu. Perdão, para tudo o que acontece (agora, aqui, enquanto choro e me assombras). Não que te vá perseguir na tentativa de (te) compreender, apenas gostaria de colocar um ponto final com mais respeito e menos despeito. Parece, no entanto, que os nossos conceitos de amor são curiosamente diferentes... Enquanto eu me afastei para o nosso bem, mesmo sabendo que iria ressacar, tu preferiste arranjar substituta ainda a cama não tinha arrefecido das nossas noites.
"Caso agudo de egoísmo crónico sem qualquer constrangimento em destruir o que o atrapalhava", deviam escrever-te na campa... E ainda assim não me admiraria se desse comigo a levar-te flores. Dizem que os mortos gostam de flores.. De flores e de que falem com eles, sabes? Como eu estou a fazer agora, de olhos inchados e nariz a pingar. A escrever-te como quem ora, a querer (com um toque de desespero) que o final tivesse sido diferente. O que é uma boa história sem um final que lhe faça jus? Quem é que vai ler a nossa história se queimaste tudo? Se só eu a conto (para as paredes, nos lençóis, enquanto me afogo em nós)?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Escrevia-te uma mensagem todos os dias. Começava sempre com um "amor, hoje..." e acabava com um "até amanhã", como se nalgum dos dias houvesse amanhã para nós. Eu gostava de acreditar nisso. Se existia alguma coisa, porquê não existirmos nós?
As coisas começaram a ficar estranhas, estranhas mas engraçadas, porque estranho só por ser estranho só tem significado quando não é só estranho e tem graça. Graça, não piada. Respeitava-nos assim. Desta forma estranhamente engraçada, heroicamente sem piada. E já viste como o tempo passou? Hoje não somos mais nós e o objecto de fé mudou. Começo a achar que tenho que me tornar mais pessoal, não recear expôr-me e ser mais do que eu própria sou, superar-me. É engraçada, e engraçada sem ser estranha, esta coisa de nos superarmos. Desenvolvi esta curiosa teoria em que como só nos superamos quando descobrimos o quão miseráveis somos. É essa noção de miséria íntima que nos leva a ambicionar algo que, no ponto em que nos encontramos, parece ser melhor. No fundo, acho que era por isso que te enviava mensagens todos os dias, na esperança que na tua resposta pudesse encontrar alguma salvação da minha miséria tão pessoal. E, repara!, ser miserável ganhou a meus olhos, ao longo destes anos, a mais considerável posição. Sermos miseráveis nas nossas dores, nas paixões, nas mentiras. Completa, irrepreensível, estupidamente miseráveis. Assim o sejamos, reconheçamos as loucuras e as manias. Reconheçamos quem fomos e quem somos. Se é para sofrer, que soframos até que as entranhas se revolvam. Se é para amar, que amemos como se amanhã fôssemos cair inanimados e para sempre adormecidos em cima da cama onde amamos, onde amámos. Sejamos nós, sejamos miseráveis.
Se te pudesse enviar uma mensagem hoje, escreveria apenas "vivi-te". Não esperaria pelo amanhã, nem te contaria sobre os dias que passaram e nos quais não estiveste presente. Senti-me miserável durante tanto tempo, incompreensivelmente tentando alcançar aquilo que ambicionava e agora que alcancei, sim, agora que alcancei este sentimento de missão cumprida (vindo não sei bem de onde) só me apraz dizer... "vivi-te".

É isso ai.

Reinícios.

Volto aqui de novo. Volto a ti para não mais partir. Não partas, não partas. Seguimos viagem juntos, hoje e amanhã. Só hoje e por amanhã. Estou aqui, nem acredito que estou aqui mais uma vez. Tu existes, tu ainda existes dentro de mim e eu não quero que vás embora nunca mais. Tenho-vos a todas, aqui dentro, aqui a saltar, a querer sair dos dedos, a fazerem-me hesitar com o tanto que tenho para escrever. Quero escrever, porra. Quero tanto escrever! Quero gritar ao mundo todo que voltaste, que voltaram todas para mim, que estou.. Eu estou! Estou pronta. Aqui começo, aqui te recomeço.